Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Alexandre de Moraes rejeita pedido da defesa de Bolsonaro e fala que não irá admitir ‘tumulto processual’

Ministro do STF nega solicitação sobre conta no Instagram atribuída a Mauro Cid e mantém andamento da ação penal que investiga a trama golpista envolvendo o ex-presidente
Moraes rejeita pedido da defesa de Bolsonaro e diz que não irá admitir ‘tumulto processual’
Moraes rejeita pedido da defesa de Bolsonaro e diz que não irá admitir ‘tumulto processual’

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira (30/06) um pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionado à conta no Instagram @gabrielar720, supostamente utilizada por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens. Os advogados queriam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o conteúdo do perfil antes da apresentação das alegações finais da ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado. O ministro, no entanto, foi direto ao afirmar: “não será admitido tumulto processual e pedidos que pretendam procrastinar o processo”.

A solicitação da defesa tinha como base o argumento de que seria essencial que a PGR analisasse as supostas conversas de Mauro Cid na referida conta, uma vez que o material, segundo os advogados, teria relação direta com os fatos apurados na ação penal em curso. A expectativa era usar essas informações para tentar anular o acordo de colaboração premiada firmado por Cid, alegando quebra de sigilo e uso indevido de redes sociais durante o período em que deveria estar afastado delas.

De acordo com a Meta, a conta foi registrada com um e-mail associado a Mauro Cid. Nela, o militar teria trocado mensagens com o advogado Eduardo Kuntz, criticando o ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal e o delegado da Polícia Federal Fábio Shor, responsável pelas investigações do caso. Nas conversas, Cid teria sugerido que sua delação premiada estava sendo manipulada, o que levou o advogado Kuntz a solicitar a anulação do acordo de colaboração, por entender que não houve voluntariedade nas declarações do militar.

Mesmo diante desses indícios, o ministro Moraes reforçou que a ação penal seguirá seu curso regular. Na última sexta-feira (27), ele estabeleceu o prazo de 15 dias para que a PGR apresente as alegações finais e se manifeste sobre a eventual condenação ou absolvição dos réus, entre eles, o próprio Jair Bolsonaro. O foco do STF, segundo Moraes, é evitar atrasos e manobras que dificultem a tramitação processual.

Na última quinta-feira (26), Mauro Cid prestou depoimento e negou ter usado a conta no Instagram mencionada. Também afirmou que não conversou com Eduardo Kuntz e que os áudios apresentados no processo foram gravados sem sua autorização, além de terem sido repassados ao advogado sem seu consentimento.