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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça trocaram farpas nesta sexta-feira (22/08) durante evento do LIDE, ao comentar sobre o papel e os limites do Judiciário. Moraes afirmou que o respeito ao Judiciário “se dá pela independência” e criticou qualquer tentativa de acomodação que comprometa essa autonomia. Segundo ele, “um Judiciário vassalo, covarde, que quer fazer acordos para que o País momentaneamente deixe de estar preocupado, não é independente”.
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Moraes também ressaltou que normalidade institucional não significa tranquilidade, mas sim a capacidade de reagir a turbulências. Como exemplos, citou os processos de impeachment de Fernando Collor e Dilma Rousseff, reforçando que “impunidade, omissão e covardia nunca deram certo na história, para nenhum país do mundo”.
Horas antes, André Mendonça criticou o suposto “ativismo judicial” e destacou que “o bom juiz deve ser reconhecido pelo respeito, e não pelo medo, e que as suas decisões gerem paz social e não caos, incerteza e insegurança”. Segundo Mendonça, o fortalecimento do Estado de Direito depende da autocontenção do Judiciário, que não deve suprimir ou superar os consensos sociais estabelecidos pelos representantes eleitos.
Apesar de não se referirem um ao outro, as declarações de Moraes e Mendonça foram vistas como farpas mútuas.







