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O risco de suicídio é maior às segundas-feiras, segundo estudos que analisam padrões globais de comportamento. Pesquisadores apontam que o início da semana é um momento crítico, especialmente para pessoas que enfrentam depressão ou se sentem sobrecarregadas com a rotina de trabalho e estudos. O retorno às atividades, muitas vezes consideradas desgastantes, pode se tornar um gatilho para pensamentos de autoextermínio.
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Entre os principais fatores que tornam a segunda-feira um dia de alerta está a dificuldade de retornar ao trabalho ou à escola, lidar com colegas com quem a convivência não é fácil, enfrentar cobranças e responsabilidades, ou sentir-se isolado durante a rotina. Além disso, para quem está desempregado, ver outras pessoas seguindo suas vidas pode gerar sentimentos de inutilidade e desesperança, aumentando a vulnerabilidade nesse dia da semana.
Os finais de semana apresentam um perfil diferente. Sextas e sábados registram maior número de tentativas de suicídio, motivadas principalmente por encontros sociais e consumo de álcool. Nessas situações, os conflitos interpessoais tendem a aumentar, mas os casos, em geral, não se concretizam, ao contrário do que ocorre às segundas-feiras, quando a rotina e o isolamento potencializam o risco de suicídio efetivo.
Especialistas destacam que a presença de pessoas próximas e a construção de vínculos sólidos são fatores de proteção importantes. Estar acompanhado, compartilhar sentimentos e buscar apoio profissional pode reduzir significativamente o risco, principalmente no começo da semana, período de maior vulnerabilidade.
O Setembro Amarelo reforça a importância de atenção constante à saúde mental e ao cuidado com quem está ao nosso redor. Reconhecer os sinais e oferecer apoio pode salvar vidas.







