Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Alerj aprova soltura de Rodrigo Bacellar preso por suspeita de vazar operação da PF

Decisão reuniu 65 deputados, terminou com 42 votos favoráveis e agora segue ao STF, que deverá definir eventuais medidas cautelares contra o presidente afastado da Casa

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A Alerj aprovou nesta segunda-feira (08/12) a soltura de Rodrigo Bacellar, preso pela Polícia Federal no último dia 3 sob suspeita de vazar informações de uma operação que tinha como alvo o ex-deputado TH Joias, apontado como aliado e ligado ao Comando Vermelho. A decisão foi tomada em sessão que reuniu os 65 deputados da Casa e colocou no centro do debate o alcance da acusação e o impacto político da prisão do presidente afastado da Assembleia.

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A votação, iniciada às 15h17, exigia ao menos 36 votos favoráveis para revogar a prisão, condição alcançada por volta das 16h50. O resultado final foi de 42 votos pela soltura e 21 contra, com decisão tomada em voto aberto, obrigando cada parlamentar a se posicionar diretamente no microfone. Houve duas abstenções: Rafael Picciani (MDB), que afirmou ser “parte no processo” por ter reassumido a cadeira deixada por TH Joias, e o deputado Carlos Augusto (PL). Durante os trabalhos, a sessão chegou a ser interrompida quando a base aliada reagiu ao pedido da deputada Dani Monteiro (PSOL) para explicar os motivos de seu voto.

Com a aprovação, o resultado será encaminhado ao STF, que decidirá se acata ou não a determinação da Alerj e poderá aplicar medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica ou outras restrições. Embora a Assembleia tenha autorizado a soltura, Bacellar permanece afastado das funções na Casa. Até nova definição, quem assume a condução dos trabalhos é o primeiro vice-presidente, Guilherme Delaroli (PL), responsável por liderar a Assembleia nos próximos meses.

Antes da votação, os blocos já haviam deixado claras suas posições. A oposição destacou a suspeita de ligação entre Bacellar e o crime organizado, reforçando o impacto político do caso e a gravidade das acusações. Já a base aliada argumentou que a prisão teria sido arbitrária, apontando que o deputado não havia sido alvo de medidas cautelares anteriores. Assim, a disputa de narrativas marcou a sessão e evidenciou o clima de tensão que envolve o processo.