Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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A morte inesperada de Fuad Noman e a falta de transparência da Prefeitura

O agravamento do estado de saúde do prefeito foi mantido em sigilo, levantando dúvidas sobre a confiança na gestão

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O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, morreu nesta quarta-feira (26 de março), aos 77 anos, no Hospital Mater Dei, onde estava internado desde 3 de janeiro. Segundo o médico coordenador da UTI do Mater Dei, Anselmo Domas Moura, Fuad foi submetido a 11 minutos de manobras de reanimação após sofrer uma parada cardiorrespiratória. “Ele já tinha problema cardíaco prévio, e durante 11 minutos foi submetido a manobras de reanimação”, afirmou.

Após a reanimação, o estado clínico de Fuad se agravou. “Pelo aquecimento do coração, ele entrou em circunstância de choque cardiogênico, que é quando o coração não consegue força suficiente para suprir as necessidades do organismo”, explicou o especialista. Além disso, a equipe médica revelou que Fuad Noman perdeu a lucidez nas últimas semanas. O prefeito vinha sofrendo consequências neurológicas devido ao tratamento de um linfoma não-Hodgkin. No final de fevereiro, chegou a sofrer uma paralisia facial e não conseguiu mais abrir os olhos. “Agora na fase final, ele não estava mais lúcido. Tinha momentos que estava acordado, mas não tinha mais comunicação. Foi uma perda neural difícil, com problemas na fala, ele já não conseguia mais abrir o olho”, disse Enaldo Melo de Lima, coordenador médico do hospital.

Fuad Noman será velado na tarde desta quinta-feira (27), na sede da Prefeitura, na avenida Afonso Pena, 1.212. A cerimônia acontecerá das 13h às 16h e estará aberta ao público, que poderá acessar o local pela entrada principal. Em uma edição extra do Diário Oficial do Município, publicada nesta tarde, o novo prefeito, Álvaro Damião, decretou luto oficial de oito dias em Belo Horizonte.

Essas revelações levantam questionamentos sobre a transparência da Prefeitura com a população. A morte de Fuad, para muitos, pareceu repentina, tendo em vista que a administração municipal já vinha adotando uma postura pouco clara sobre seu real estado de saúde. Como nós do portal G5 Minas já havíamos criticado anteriormente, os boletins médicos passaram a ser esporádicos, e a narrativa oficial era de que o prefeito estava bem, se recuperando e respondendo aos tratamentos. No entanto, agora se sabe que sua condição vinha se deteriorando há semanas, sem que isso fosse devidamente informado ao público. A falta de transparência coloca em xeque a confiança da população na Prefeitura.

Diante da falta de transparência da gestão, fica a pergunta: será que a população pode voltar a confiar na Prefeitura de BH?

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