Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Inflação desacelera e surpreende

Desconto nas contas de luz ajuda a frear os preços, mas os alimentos ainda pesam

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A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentou desaceleração no início de 2025. O indicador ficou em 0,16% em janeiro, um número bem abaixo dos 0,52% registrados no mês anterior, dezembro de 2024. Este é o menor índice para o primeiro mês do ano desde a implementação do Plano Real, em 1994.

Este alívio no bolso dos brasileiros se deve, em grande parte, à queda nos preços da energia elétrica, que teve um desconto de 14,21% nas faturas de janeiro. A redução foi possível graças à aplicação do Bônus de Itaipu, que foi creditado nas contas de luz, ajudando a aliviar o impacto do aumento dos preços de outros produtos, como os alimentos.

O preço dos alimentos, por sua vez, continuou pressionando a inflação, com o grupo de Alimentação e Bebidas subindo 0,96% em janeiro, o quinto aumento consecutivo desse segmento. No total, dos nove grupos de produtos analisados, apenas três apresentaram queda no mês.

Em relação ao acumulado nos últimos 12 meses, a inflação recuou para 4,56%, um número abaixo do resultado de janeiro de 2024, que estava em 0,42%. No entanto, a meta de inflação do Conselho Monetário Nacional (CMN) continua sendo de 3%, com uma tolerância de até 1,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, o intervalo aceitável fica entre 1,5% e 4,5%, e o governo tem a obrigação de controlar os preços de modo que não ultrapassem esse limite por mais de seis meses consecutivos.

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