Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Mercosul sem Argentina

Milei ameaça retirar país do bloco para firmar acordo de livre comércio com os EUA

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O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que está disposto a retirar seu país do Mercosul, caso seja necessário para selar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos. A declaração foi dada durante um evento organizado pela Bloomberg no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na última quarta-feira, 22. “Se a condição extrema fosse essa, sim”, disse Milei quando questionado sobre a possibilidade de a Argentina abandonar o bloco para fechar um pacto com Washington.

Milei, que assumiu a presidência da Argentina com uma agenda ultraliberal, já havia antecipado, em dezembro, sua intenção de negociar um tratado de livre comércio com os EUA até 2025, ano em que Donald Trump assumiria a presidência americana novamente, caso seja reeleito. O presidente argentino, que tem Trump como aliado político, não deixou claro se a negociação seria feita exclusivamente entre Argentina e Estados Unidos ou com os demais membros do Mercosul.

Embora o Mercosul, criado em 1991 e composto por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e, desde 2023, a Bolívia, proíba acordos bilaterais sem o consentimento de todos os membros, Milei sugeriu que há formas de contornar essa regra. “Digamos que há mecanismos pelos quais é possível fazer isso permanecendo dentro do Mercosul”, explicou. Ele ainda destacou que está trabalhando com os outros países do bloco para garantir que essa negociação não se torne um obstáculo.

O Mercosul tem enfrentado discussões internas desde 2022, quando o Uruguai procurou negociar com a China, gerando oposição de outros membros. A possível saída de Milei do bloco pode ser vista como uma tentativa de se distanciar dessas tensões internas, além de reforçar a aproximação com os Estados Unidos.

Além disso, o Mercosul continua a negociar com a União Europeia, com um acordo recentemente finalizado, mas ainda pendente de ratificação, o que gera insatisfações em países como a França, que busca apoio de outras nações para impedir a sua aprovação.

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