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Em um novo passo no acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel, quatro reféns israelenses foram libertadas pela organização terrorista na última segunda-feira (20). Karina Ariev, Daniella Gilboa, Naama Levy e Liri Albag, todas militares israelenses, foram entregues à Cruz Vermelha e, minutos depois, levadas para Israel.
A liberação das reféns ocorreu na Cidade de Gaza, onde foram cercadas por palestinos e homens armados do Hamas. Elas acenaram para a multidão e, logo em seguida, seguiram para os veículos da Cruz Vermelha que as levariam a Israel. As autoridades israelenses confirmaram a chegada das reféns a seu território pouco depois.
O acordo de cessar-fogo, que teve início no último domingo (19), prevê a libertação de reféns em troca da soltura de prisioneiros palestinos e a interrupção das incursões militares de Israel na Faixa de Gaza. De acordo com o pacto, para cada refém devolvido, entre 30 e 50 prisioneiros palestinos seriam liberados, com uma previsão de libertação de três a quatro reféns a cada semana.
As quatro mulheres haviam sido capturadas em 22 de outubro de 2022, durante a invasão do Hamas à base militar de Nahal Oz, que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e na captura de 250 reféns. Em resposta à libertação, Israel comprometeu-se a liberar até 250 prisioneiros palestinos e recuar suas forças militares na região.
Ainda este sábado, Israel deverá começar a soltar os primeiros prisioneiros palestinos como parte do acordo, que foi negociado e assinado na semana passada. No entanto, a implementação do tratado foi atrasada devido à demora na divulgação dos nomes dos reféns a serem libertados.
Após a chegada das reféns à Israel, elas passarão por uma avaliação médica, conforme as Forças de Defesa de Israel.