Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Lula critica Zema

Presidente responsabiliza governador mineiro pelas dívidas estaduais, chama reação de governadores de "ingratidão"

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e outros líderes estaduais nesta quarta-feira (22), durante um evento no Palácio do Planalto. Lula afirmou que a responsabilidade pela dívida do estado é do próprio mineiro e classificou como “ingratidão” a reação dos governadores às medidas tomadas por seu governo. Segundo o Ministério da Fazenda, a renegociação das dívidas pode gerar uma perda de até R$ 106 bilhões em cinco anos para a União, caso todos os estados devedores aderirem ao programa.

“O que nós fizemos para os estados que não pagavam a dívida talvez só Jesus Cristo fizesse se ele concorresse à Presidência da República desse país”, declarou Lula. O projeto, chamado de Propag, permite descontos nos juros, parcelamento das dívidas em até 30 anos e cria um fundo de incentivo para estados com bom histórico de pagamento. Apesar dos benefícios, governadores como Zema, Cláudio Castro (PL-RJ) e Eduardo Leite (PSDB-RS) reclamaram de vetos presidenciais a pontos do programa, acusando o governo de centralizar recursos para “sustentar privilégios e mordomias”.

Durante o evento, foi assinada a concessão da BR-381, a chamada “Rodovia da Morte”, considerada uma das obras mais importantes para Minas Gerais. Romeu Zema, porém, não compareceu, alegando conflito de agenda. A ausência foi amplamente criticada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que considerou a atitude como “mais política e menos pela obra”.

Zema, por sua vez, rebateu em suas redes sociais, marcando o presidente Lula em uma publicação onde afirmou que a concessão foi iniciada em gestões anteriores do PT e que ele não perde tempo com “eventos burocráticos”.

 

 

A renegociação das dívidas estaduais, embora alivie os cofres públicos, gerou embates entre o governo federal e governadores como Zema, que criticam os vetos e a falta de diálogo, apontando impacto na autonomia dos estados.

Enquanto isso, o governo federal pretende avançar com 15 novas concessões de rodovias até 2025, o que representaria um marco no setor de infraestrutura. Contudo, a tensão política pode dificultar o alinhamento necessário para a execução desses projetos.

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