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Neste sábado, o Hamas entregou os últimos seis reféns israelenses vivos previstos para serem trocados na primeira fase do acordo de cessar-fogo entre o grupo terrorista e Israel. A liberação dos reféns ocorreu em três momentos distintos ao longo do dia, com a Cruz Vermelha mediando a entrega. A troca de reféns é parte de um acordo que inclui a liberação de 602 prisioneiros palestinos mantidos em prisões israelenses.
A primeira entrega aconteceu por volta das 5h (horário de Brasília), quando Tal Shoham e Avera Mengisto foram liberados em Rafah, cidade ao sul de Gaza, na fronteira com o Egito. Mais tarde, por volta das 7h40, Omer Shem, Eliya Cohen e Omer Wenkert foram entregues em Nuseirat, na região central de Gaza. O último refém, Hisham Al-Sayed, foi libertado por volta das 10h, mas não houve cerimônia, e as circunstâncias da entrega não foram esclarecidas.
Quatro dos reféns, Eliya Cohen, 27, Tal Shoham, 40, Omer Shem Tov, 22, e Omer Wenkert, 23, foram capturados por homens armados do Hamas durante o ataque terrorista a Israel em 7 de outubro de 2023. Outros dois, Hisham Al-Sayed, 36, e Avera Mengisto, 39, foram mantidos pelo Hamas desde que entraram na Faixa de Gaza separadamente em circunstâncias não explicadas há cerca de uma década.
No entanto, o processo de cessar-fogo foi quase comprometido devido a uma controvérsia envolvendo a identificação do corpo de Shiri Bibas. O Hamas entregou, na sexta-feira (21), o corpo de Shiri, mas este foi inicialmente identificado erroneamente. Israel acusou o grupo de violar os termos do cessar-fogo, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chegou a ameaçar o Hamas de retaliações. Embora o incidente tenha gerado tensão, o acordo foi mantido.
Shiri Bibas foi sequestrada no ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, junto com seus dois filhos, Ariel, de 4 anos, e Kfir, de apenas 8 meses na época. O Hamas alegou, sem evidências, que tanto as crianças quanto a mãe teriam morrido em um bombardeio israelense, o que teria levado os restos mortais de Shiri a se misturarem com os de outras pessoas. Israel, por sua vez, nega essas acusações. Na sexta-feira (21), um porta-voz das Forças Armadas israelenses afirmou que os meninos, Ariel e Kfir, foram assassinados pelos terroristas. Além disso, os restos mortais entregues junto aos das crianças não correspondiam a nenhum dos reféns israelenses, segundo as Forças de Defesa de Israel.