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De acordo com a jornalista Andreia Sadi, do g1, apesar de estar inelegível até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue sustentando que é o principal nome da direita para a eleição presidencial de 2026. Enquanto isso, evita discutir um eventual substituto, mantendo aliados e a oposição em compasso de espera.
Bolsonaro pretende registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e levar sua intenção até onde der, buscando meios políticos para recuperar seus direitos eleitorais. Entretanto, o tempo não está a seu favor: o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgá-lo até o fim de 2025, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar uma denúncia fragmentada contra ele.
O ex-presidente acumula três indiciamentos da Polícia Federal (PF): um pela falsificação de carteiras de vacina, outro pelo desvio de joias sauditas pertencentes ao acervo da Presidência da República, e um terceiro relacionado à tentativa de golpe de Estado. Essas investigações pesam contra suas chances de retorno ao cenário eleitoral, mas ele insiste em se manter como plano A da direita.
Segundo a jornalista, a definição de um sucessor só será considerada caso Bolsonaro não consiga viabilizar sua candidatura. Nomes de sua própria família aparecem como possibilidades, mas o adiamento da escolha pode dificultar a construção de uma candidatura forte para enfrentar o atual presidente Lula, o que agrada seus opositores.
A estratégia de Bolsonaro também se apoia no suporte de aliados internacionais, como Donald Trump e o bilionário Elon Musk, que veem com bons olhos um retorno da direita ao poder no Brasil. No entanto, os desdobramentos judiciais podem encurtar seu tempo e limitar sua influência nas próximas eleições.