Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Assassinato cruel expõe motivação perturbadora e novos desdobramentos

Polícia revela detalhes chocantes sobre o caso Clara Maria e investiga suspeitas ainda mais graves

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou detalhes do assassinato de Clara Maria Venancio Rodrigues, jovem de 21 anos que foi encontrada morta nesta quarta-feira (12 de março), no bairro Ouro Preto, em Belo Horizonte. Durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13/03), a polícia revelou que, segundo as investigações, o crime foi premeditado e uma das motivações teria sido o desejo de um dos suspeitos de praticar necrofilia. Dois homens foram presos, sendo um deles ex-colega de trabalho da vítima e o outro, um conhecido de ambos.

Conforme o delegado Alexandre Oliveira da Fonseca, um dos suspeitos já havia demonstrado propensão para a prática de necrofilia. Além disso, ele seria simpatizante do nazismo e teria sido criticado em público por Clara, o que teria gerado ódio contra ela. O homem também teria tentado iniciar um relacionamento com a jovem, mas foi rejeitado. Ao vê-la com o namorado, teria ficado enciumado e decidido matá-la. O suspeito também estava envolvido em uma dívida de R$ 400 com a vítima, mas a quantia não teria sido a principal motivação do crime e sim um pretexto para atraí-la ao local.

Segundo Fonseca, Clara já havia desistido de cobrar o valor. “A Clara já tinha dado a dívida como perdida, apesar de o dinheiro que ela ganhava ajudar a pagar o aluguel. Ela disse que não queria mais contato com ele”, explicou o delegado.

A emboscada e a morte de Clara Maria

No dia do crime, domingo (9 de março), sem que Clara solicitasse, o suspeito afirmou que iria pagar a dívida. Inicialmente, eles combinaram de se encontrar em um local público, mas o homem a convenceu de ir até sua casa sob a alegação de que o dinheiro estava na residência. No local, o outro suspeito também estava presente.

Assim que Clara entrou no imóvel, foi imobilizada com um golpe de mata-leão e estrangulada. Seu corpo permaneceu nu no local durante toda a madrugada de domingo até a noite de segunda-feira, quando os suspeitos o enterraram e cobriram com concreto. Exames periciais estão sendo realizados para confirmar se houve necrofilia. Um dos suspeitos chegou a dizer espontaneamente aos policiais: “Não tirei fotos e nem toquei o corpo dela”, o que levantou suspeitas, já que o assunto não havia sido questionado até então.

A dupla alegou que pretendia roubar Clara e acessar suas contas bancárias pelo celular, mas a versão foi considerada contraditória, pois a vítima foi morta assim que chegou à casa dos criminosos. Para realizar os roubos, seria necessário que ela estivesse viva e fornecesse as senhas.

Últimos contatos e a denúncia do desaparecimento

Um amigo que morava com Clara Maria registrou um boletim de ocorrência sobre seu desaparecimento. Ele contou que os dois se conheciam há sete anos e trabalhavam juntos. No domingo, a jovem informou que iria até a casa do suspeito para receber o pagamento da dívida e voltaria logo. Por volta das 22h45, ela enviou uma mensagem dizendo que já havia recebido o valor e estava indo para casa. O trajeto duraria cerca de dez minutos, mas Clara nunca retornou.

Horas depois, às 00h30 de segunda-feira (10), o amigo recebeu outra mensagem dizendo: “Oi, estou bem. Estou ocupada agora”. O tom incomum da resposta levantou suspeitas. Na manhã seguinte, às 9h30, outra mensagem o chamou de “amiga”, termo que a vítima não utilizava, aumentando ainda mais a preocupação.

Ao tentar contato com o ex-colega de trabalho da jovem, o amigo não obteve resposta. Ainda na segunda-feira, tanto o celular de Clara quanto o do suspeito pararam de receber ligações e mensagens.

O amigo destacou que Clara era uma pessoa responsável, não usava drogas e se dedicava ao trabalho e aos animais que cuidava.

A PCMG segue investigando o caso para reunir mais provas e esclarecer todos os detalhes do crime.

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