Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Após 137 anos, identidade de Jack, o Estripador, é descoberta

O pesquisador Russell Edwards afirmou ter finalmente identificado o nome de um dos serial killers mais famosos do mundo

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Após 137 anos de mistério, a identidade de Jack, o Estripador, finalmente foi descoberta. O responsável por essa revelação foi o historiador Russell Edwards, que conseguiu confirmar a identidade do notório assassino por meio de uma análise genética comparando o DNA encontrado em um xale de uma das vítimas.

Segundo Edwards, testes genéticos revelaram que o assassino seria Aaron Kosminski, um imigrante judeu polonês que se refugiou em Londres em 1882, fugindo do antissemitismo da Europa Oriental. Kosminski era barbeiro, e, na época, os barbeiros também exerciam funções de cirurgião, possuindo um certo conhecimento de anatomia humana. A precisão e o estilo das mutilações revalavam que Jack possuia conhecimento cirúrgico e levaram as autoridades da época a suspeitarem que ele tivesse formação médica.

Entre os meses de agosto e novembro de 1888, Jack, o Estripador matou, de forma brutal, pelo menos cinco mulheres em Whitechapel, Londres. As vítimas eram encontradas enforcadas, degoladas e sofriam mutilações grotescas em suas partes íntimas, além da remoção de órgãos.

A chave para desvendar o mistério foi um xale encontrado ao junto do corpo de Catherine Eddowes, uma das vítimas. O xale apresentava manchas de sangue e sêmen, que foram analisadas pela Liverpool John Moores University. Após comparar o DNA extraído do xale com o de descendentes de Kosminski e de Eddowes, Edwards chegou à conclusão de que Aaron Kosminski é, de fato, Jack, o Estripador. Para Edwards, o fato de Kosminski ter escapado das investigações deve-se a uma proteção ligada aos laços maçônicos de seu irmão. O historiador também sugere que o assassino pode ter seguido um “roteiro maçônico”, apontando uma inscrição encontrada na cena de um dos crimes como evidência.

Kosminski sofria de distúrbios mentais, o que o levou a ser internado em um hospício em 1890, após um ataque à sua própria irmã. Ele permaneceu internado até sua morte. Na época, autoridades como o Dr. Robert Anderson já o consideravam um dos principais suspeitos, principalmente devido ao seu ódio por mulheres e seu histórico de violência.

Russell Edwards defende que a prova genética do xale é uma confirmação definitiva da identidade de Jack, o Estripador. O pesquisador juntamente com os descendentes das vítimas do serial killer, querem que o caso seja reaberto para que Aaron Kosminski seja reconhecido oficialmente como o responsável pelos crimes, colocando um ponto final neste mistério que perdura por mais de um século.

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