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O homem de 56 anos preso pelo assassinato da menina Yara Karolaine, de 10 anos, confessou o crime em depoimento à Polícia Civil. Ele afirmou ter esganado a criança e alegou que foi “tomado pelo capetão” no momento do homicídio. O suspeito, que era motorista da Secretaria de Saúde de Água Boa (MG), revelou detalhes sobre o crime e sua tentativa de ocultar o corpo.
Em seu depoimento, o homem contou que encontrou Yara na rua e a convidou para comer uma pizza em sua casa. Segundo ele, a criança entrou espontaneamente no carro. No entanto, ao chegarem à residência, ele disse que não havia comprado a pizza ainda, pois não sabia se ela aceitaria o convite. O suspeito relatou que tentou convencê-la a ter relação sexual com ele, mas, diante da recusa da vítima, decidiu matá-la. “O ‘capetão’ subiu e eu peguei e apertei a guela dela”, confessou.
Ele afirmou que percebeu que a menina estava morta quando viu seu pescoço caído. Durante cerca de 40 minutos, manteve o corpo na casa antes de transportá-lo para São Pedro do Suaçuí, a 70 km de Água Boa. No local, ele enrolou o corpo em um lençol e o jogou em uma vala próxima a uma cachoeira conhecida como “Pele de Gato”. O suspeito também revelou à polícia que conhecia Yara, pois já havia se relacionado com a mãe dela em duas ocasiões.
O homem foi preso no domingo (09/03) e encaminhado hoje (10/03) para uma penitenciária em Guanhães. Ele responderá por homicídio e ocultação de cadáver. Durante a investigação, forneceu informações contraditórias e tentou se livrar de evidências. Um dos carros oficiais da prefeitura, usado no crime, foi encontrado desmontado em uma oficina, com material orgânico no banco traseiro.
Yara Karolaine estava desaparecida desde a noite de terça-feira (4), quando foi vista entrando em um carro por uma amiga. Câmeras de segurança chegaram a ser analisadas, mas a menina não foi identificada nas imagens. O corpo foi encontrado quatro dias depois por um grupo de pessoas que passeava na região da cachoeira e sentiu um cheiro forte, acionando a Polícia Militar.