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Uma mulher que era mantida em cárcere privado por um lutador foi resgatada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (24) no bairro Frimisa, em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte. Ela estava presa na residência desde a quinta-feira (20) e apresentava diversos hematomas pelo corpo, resultado das agressões que sofreu.
A operação ocorreu após uma denúncia, e, ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos com resistência pelo agressor. Fabio Caleiro, chefe de equipe da Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio da Polícia Civil, explicou que foi necessário o uso de técnicas de imobilização e gás de pimenta para conter o homem. “Tivemos que utilizar técnicas de mobilização, de gás de pimenta. Ele não obedecia às ordens e ofereceu muita resistência”, relatou Caleiro à Itatiaia.
Somente após ser levada para um local seguro, a vítima conseguiu relatar o que viveu. Segundo ela, o homem, que é lutador, justificava as agressões afirmando que eram treinos de sparring, uma simulação de luta real. “Ele é lutador e, segundo ele mesmo, treinava sparring com ela, ou seja, praticamente usava ela como saco de pancadas”, afirmou Caleiro.
A investigação também apura a participação da mãe do agressor no caso. De acordo com o depoimento da vítima, o homem tomou seu celular e entregou à própria mãe para que escondesse o aparelho, impedindo-a de pedir ajuda. O telefone foi localizado pelos policiais enrolado em panos de prato dentro de uma gaveta na cozinha.
A vítima contou que conhecia o agressor há anos e que mantinha um relacionamento intermitente com ele. No momento do resgate, ela apresentava ferimentos por todo o corpo e relatou ter recebido socos na boca e no estômago.