Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Rodrigo Pacheco recusa convite de Lula para ministério

Senador mineiro decide manter sua posição no Congresso, adiando planos do presidente para a reforma ministerial

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O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) causou frustração e irritação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao recusar um convite para integrar ministério. Durante uma reunião no último domingo, 16 de março, no Palácio da Alvorada, o ex-presidente do Congresso Nacional afirmou que pretende cumprir o restante de seu mandato no Senado, com postura governista, mas sem assumir um cargo de destaque no governo.

A decisão de Pacheco frustra os planos de Lula, que queria alocar o senador em uma posição chave para garantir apoio em Minas Gerais nas eleições de 2026. O presidente chegou a oferecer o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, e até o Ministério da Justiça e Segurança Pública, atualmente comandado pelo ministro Ricardo Lewandowski. Porém, Pacheco não se interessou por nenhuma das opções.

Nos bastidores, a aposta mais forte era que Pacheco assumisse o MDIC, especialmente considerando o momento crítico em meio às negociações com os Estados Unidos sobre tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Contudo, a troca de Alckmin não parecia viável neste momento. Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia, que seria uma alternativa, também não despertou o interesse do senador.

“Esfinge” da Política

Pacheco, que nunca demonstrou entusiasmo em integrar a Esplanada dos Ministérios, é visto por alguns aliados como uma figura indecisa, que evita se posicionar claramente. Em conversa com líderes partidários, ele foi chamado de “esfinge”, uma pessoa difícil de entender, cuja postura é descrita como “ninguém lê, ninguém sabe o que pleiteia”. Esse comportamento tem sido apontado como um dos principais fatores que têm atrasado a reforma ministerial de Lula, que precisa acomodar diversos partidos que buscam maior espaço no governo.

De acordo com um líder partidário, essa “inatividade” de Pacheco vem criando um “efeito dominó”, afetando as articulações políticas e atrasando as definições sobre cargos e alianças para a distribuição ministerial. A indecisão do senador também tem gerado um impasse entre os partidos do campo progressista que já pensam nas eleições de 2026 e aguardam sinais claros de Pacheco sobre sua possível candidatura ao governo de Minas Gerais.

O Vácuo de Pacheco

A ausência de Pacheco nas atividades do governo em Minas Gerais, incluindo eventos do presidente Lula, levantou suspeitas entre aliados de que o senador possa não ter interesse em disputar o governo estadual em 2026. “É estranho uma pessoa que pretende disputar uma eleição já não começar uma campanha com o presidente no Estado. Ele não quer concorrer para perder”, comentou um aliado de forma reservada.

Enquanto Pacheco segue em silêncio, outros nomes começam a surgir como possíveis candidatos ao governo de Minas. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), tem sido cotado para a disputa, mas, segundo um interlocutor, “está esperando Pacheco se decidir” para saber qual será sua posição nas eleições de 2026.

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