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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é réu no processo sobre os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, e segundo a decisão de Moraes, fugiu para a Argentina, onde está há quase um mês, para evitar sua responsabilização. A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet.
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Mesmo sem uma proibição explícita para deixar o Brasil, Léo Índio teve seus passaportes cancelados. Ainda assim, conseguiu entrar na Argentina apenas com o documento de identidade, aproveitando as regras do Mercosul que dispensam o passaporte. Em um vídeo recente, ele revelou que precisa renovar sua permissão de permanência a cada três meses e demonstrou receio de ser preso ao tentar regularizar sua situação migratória.
Na última quinta-feira (27), o STF negou um recurso da defesa de Léo Índio e manteve a abertura de ação penal contra ele. O tribunal entendeu que há indícios suficientes de sua participação nos atos de vandalismo que resultaram na invasão e destruição das sedes dos Três Poderes. Com a decisão, ele passa a ser considerado foragido.
Na decisão, Moraes destacou que a fuga foi planejada. Segundo o ministro, Léo Índio tinha plena ciência do cancelamento de seu passaporte, mas mesmo assim deixou o Brasil deliberadamente para evitar a Justiça. Agora, com a ordem de prisão preventiva expedida, as autoridades podem iniciar procedimentos para sua extradição ou captura.