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O gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu confirmou que as delegações de Israel e do Hamas firmaram um acordo para estabelecer um cessar-fogo na Faixa de Gaza e garantir a liberação de reféns. O pacto, que ainda está sendo avaliado pela segurança de Israel, foi inicialmente adiado por Netanyahu. O primeiro-ministro alegou que o Hamas havia provocado uma crise de última hora para renegociar alguns pontos, em busca de mais concessões. No entanto, o Hamas refutou essa acusação.
Embora o cessar-fogo tenha sido anunciado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) aumentaram os ataques na região, resultando na morte de 90 palestinos desde a divulgação do acordo, que deve entrar em vigor no domingo (19/jan), após 15 meses de confrontos que já resultaram em 46,7 mil mortes.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em entrevista à MSNBC na quinta-feira (16/jan), afirmou que Netanyahu “precisa encontrar uma maneira de atender às preocupações legítimas” dos palestinos. Segundo Biden, “não será possível para Israel manter sua posição a longo prazo sem considerar a questão Palestina”. Ele ressaltou que os palestinos “não têm um lugar para viver de forma independente” e, portanto, a solução para o conflito deve levar isso em conta.
Biden, que deixará a presidência no dia 20 de janeiro, ao passar a carga para Donald Trump, afirmou que Netanyahu precisa encontrar uma solução para as preocupações palestinas. Durante a sua presidência, Biden fez críticas ao seu apoio contínuo a Israel, especialmente no contexto da ataque militar contra Gaza, embora tenha demonstrado, por vezes, críticas ao governo israelense, mantendo, no entanto, apoio firme ao aliado de Washington.
Ao mesmo tempo, equipes de Donald Trump e Joe Biden trabalharam juntas para alcançar um acordo de cessar-fogo com a mediação de Netanyahu. Israel confirmou que o pacto com o Hamas, que prevê o fim das hostilidades e a liberação de reféns, foi assinado.
Parece que a delegação de Netanyahu em Doha, no Catar, teve êxito nas negociações com membros do Hamas, com o objetivo de pôr fim ao conflito na quinta-feira (16/jan). O Hamas declarou que as disputas sobre o conteúdo do acordo foram resolvidas e acusou Israel de tentar criar cedo em um momento delicado. Apesar disso, Israel deve se reunir nesta sexta-feira (17/jan) para confirmar e aprovar os termos do pacto.
A reunião poderia ser adiada para o sábado (18/jan) à noite, o que permitiria que os opositores do acordo apresentassem demandas legais à Justiça, podendo atrasar a implementação do cessar-fogo, inicialmente marcada para domingo, conforme relatado pelo jornal The Times of Israel.
Apesar desses impasses, Israel confirmou que o “acordo sobre a liberação de reféns” foi finalizado após intensas negociações, com Netanyahu sendo atualizado pela equipe envolvida nas tratativas.