Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Futuro político de Tadeuzinho incerto

Presidente da ALMG avalia opções para 2026, incluindo cargos majoritários ou TCE-MG

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O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite, conhecido como Tadeuzinho (MDB), de 40 anos, iniciará em fevereiro o último biênio à frente da Mesa Diretora da Casa. No entanto, seu futuro político após o término do mandato como deputado é cercado de especulações. Ele é cotado tanto para uma candidatura ao Senado quanto a uma vaga como vice-governador, além de figurar como um possível nome para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), órgão que abrirá três cadeiras ainda este ano.

Embora tenha assegurado a aliados que busca a reeleição como deputado estadual, o crescente protagonismo de Tadeuzinho, especialmente no processo de renegociação da dívida estadual com a União, tem feito com que assessores e aliados considerem que ele poderia dar um salto político e disputar um cargo majoritário em 2026. Isso se deve ao fato de que ele deixará a presidência da ALMG em 2027, tornando a mudança de patamar vista como algo natural.

A aproximação com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD), na construção do Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), intensificou os rumores sobre uma possível candidatura de Tadeuzinho a vice-governador. Se Pacheco, que está prestes a terminar seu mandato como senador, decidir disputar o governo de Minas, Tadeuzinho seria uma opção para compor a chapa como vice. No entanto, Pacheco já afirmou que não tem planos de disputar o governo em 2026, dando uma nova direção às especulações.

Além disso, a candidatura de Tadeuzinho a vice-governador, no entanto, é considerada improvável, especialmente com nomes como o do atual vice-governador Mateus Simões (Novo), que conta com o apoio do governador Romeu Zema (Novo). Apesar de o MDB ter sido parte da aliança de Zema nas eleições passadas, a relação republicana de Tadeuzinho com o governador não seria suficiente para garantir uma afinidade ideológica com Simões.

O cenário também aponta para a possibilidade de Tadeuzinho disputar uma vaga no Senado, já que as cadeiras atualmente ocupadas por Pacheco e Carlos Viana (Podemos) estarão abertas em 2026. A avaliação de aliados é que suas chances de sucesso seriam consideráveis, dependendo da composição da chapa.

Ainda assim, Tadeuzinho parece cauteloso em relação à decisão de se lançar em uma candidatura majoritária. Com uma carreira política consolidada desde os 26 anos, o deputado tem ponderado que a política é sua principal profissão, e ele não possui uma carreira paralela, o que torna uma candidatura a cargos majoritários, que envolvem riscos de perda de mandato, uma escolha difícil.

A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados não parece ser do interesse de Tadeuzinho, que já demonstrou, em conversas com pessoas próximas, que não tem planos de tentar um cargo federal, visto que a representatividade de suas bases eleitorais no Norte de Minas não seria a mesma no cenário nacional.

Tadeuzinho, que foi reeleito para o quarto mandato com 96.862 votos, tem uma atuação focada nas regiões Norte de Minas, Noroeste e Vale do Jequitinhonha.

Tadeuzinho também é citado como possível nome para o TCE-MG

Em meio às especulações, outro caminho cogitado para Tadeuzinho é a sua candidatura a uma das três vagas que serão abertas no TCE-MG, com a aposentadoria de conselheiros ainda este ano. Se ele decidir seguir por esse caminho, outros nomes, como Alencar da Silveira Jr. (PDT), Arnaldo Silva (União), Tito Torres (PSD), Thiago Cota (PDT) e Ulysses Gomes (PT), também estão sendo mencionados para as vagas. Caso Tadeuzinho decida disputar, a expectativa é de que os demais candidatos retirem suas candidaturas, como ocorreu no passado com a eleição de Agostinho Patrus, quando outros nomes desistiram da disputa.

A alternativa de Tadeuzinho concorrer à reeleição como deputado estadual também é vista como uma possibilidade plausível, já que ele seguiria a trajetória de ex-presidentes da ALMG, como Mauri Torres e Antônio Júlio, que voltaram à Casa e, posteriormente, foram indicados para o TCE-MG.

Porém, a comparação com outros ex-presidentes da ALMG, como Adalclever Lopes e Dinis Pinheiro, que enfrentaram derrotas nas urnas ao tentar cargos majoritários, também pesa na análise da escolha de Tadeuzinho.

A decisão de Tadeuzinho sobre o seu futuro político está em aberto e será cuidadosamente ponderada nos próximos meses.

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