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O quadro clínico do Papa Francisco, de 88 anos, piorou nos últimos dias, conforme indicado em um boletim médico divulgado neste sábado. O pontífice enfrentou uma crise asmática prolongada e foi diagnosticado com uma condição considerada “crítica”, segundo o comunicado do Vaticano. Para aliviar a dificuldade respiratória, foi necessário o uso de oxigênio em alto fluxo.
Além dos problemas respiratórios, exames revelaram anemia e uma queda significativa no número de plaquetas (trombocitopenia), exigindo transfusões de sangue. De acordo com o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, esses fatores indicam um agravamento severo da saúde do Papa. Ele explica que a terapia com oxigênio em alto fluxo é um recurso utilizado em casos de insuficiência respiratória grave, o que pode levar à necessidade de intubação.
Outro ponto de preocupação para os médicos é o risco de infecção generalizada. Na sexta-feira (21), durante uma coletiva de imprensa no hospital, a equipe médica alertou que existe a possibilidade de os germes presentes nas vias respiratórias atingirem a corrente sanguínea, resultando em sepse.
O Papa Francisco foi internado no último dia 14, após enfrentar uma semana de bronquite. Durante a hospitalização, exames confirmaram um quadro de pneumonia bilateral, ou seja, afetando ambos os pulmões. O pneumologista Gabriel Santiago, coordenador nacional de Pneumologia da Rede D’Or, destaca que essa condição é mais grave do que uma pneumonia localizada, especialmente para o pontífice, que já teve parte do pulmão direito removido na juventude devido a uma infecção grave.
Segundo os especialistas, o tratamento requer antibióticos específicos, escolhidos com base em testes de sensibilidade, para conter a infecção e evitar complicações mais sérias. A idade avançada do Papa e seu histórico de problemas respiratórios aumentam os riscos da doença e exigem monitoramento constante.