Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Eduardo Bolsonaro se licencia e fica nos Estados Unidos

Deputado deixa o mandato para ficar nos EUA em meio a um momento tenso no Brasil e no STF
Eduardo Bolsonaro de licença nos Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro de licença nos Estados Unidos

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou sua licença do mandato para permanência nos Estados Unidos. A decisão acontece poucos dias antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode tornar réu seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. Durante sua estadia no exterior, Eduardo pretende aumentar suas críticas e buscar apoio internacional contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele acusa Moraes de promover um “regime de exceção” no Brasil.

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Em um vídeo nas redes sociais, o deputado explicou que a permanência nos EUA visa impulsionar autoridades estrangeiras e pedir punições contra Moraes e a Polícia Federal. Embora Eduardo não tenha apresentadas provas, ele, no entanto, fez uma denúncia. Ele disse que teria um plano para prender e até assassinar seu pai. Para ilustrar, compare a situação ao que teria ocorrido com Donald Trump, caso não tivesse sido reeleito. Essa declaração surge em um momento de grande tensão política. Aliados de Bolsonaro estão se mobilizando contra decisões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O parlamentar também afirmou que Moraes estaria usando sua carga para coagir adversários e dificultar sua atuação no Congresso. A partir dos EUA, Eduardo se comprometeu a medidas articuladas para garantir “eleições limpas” em 2026. No entanto, não há compromissos de que haja qualquer restrição aos candidatos opositores no próximo pleito.

O ex-presidente Jair Bolsonaro reagiu à decisão do filho. Emocionado, ele reforçou a narrativa de perseguição política. “Hoje é um dia marcante para mim, o afastamento de um filho. Um filho que se afasta não só por patriotismo, mas para combater algo como o nazifascismo, que avança em nosso país. A liberdade não tem preço e é mais importante que a própria vida”, declarou.

Evento esvaziado

O anúncio acontece pouco depois do ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde Bolsonaro pediu anistia para si e para aliados envolvidos no dia 8 de janeiro. O evento, que tinha expectativa de reunir um milhão de pessoas, teve público abaixo do esperado. Um levantamento da USP estimou cerca de 18,3 mil presentes no momento de maior loteação. O Instituto Datafolha, por outro lado, calculou cerca de 30 mil manifestantes. A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou um número muito maior, com 400 mil participantes, sem especificar se eram simultâneos ou acumulados ao longo do dia.

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