Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Boulos propõe lei que atinge empresários ligados ao 8 de janeiro

Projeto intitulado "Véio da Havan" é enviado à Câmara, e Boulos inicia abaixo-assinado

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O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) apresentou na Câmara dos Deputados o projeto de lei “Véio da Havan”, que visa impedir empresas envolvidas em tentativas de golpe de Estado de firmarem contratos com o poder público por até 20 anos. A proposta ganhou esse nome porque o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, foi citado na delação do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, como um dos que pressionaram o ex-presidente a questionar o resultado das eleições de 2022.

O texto do projeto detalha que as penalidades se aplicam a empresas que financiem, organizem ou participem de atos contra a democracia e as instituições, bem como as que promovam ou divulguem conteúdo que estimule ataques ao regime democrático. Também estão incluídas na proposta punições para aquelas que fornecem suporte material ou logístico para tais atos.

Boulos defendeu a iniciativa ao afirmar que o empresariado não pode financiar ameaças à ordem constitucional sem consequências. “A ideia é atingir onde mais pesa: no bolso. Precisamos desestimular que se repita o financiamento que houve no 8 de janeiro”, declarou. Ele também iniciou um abaixo-assinado para mobilizar apoio popular ao projeto.

Boulos ainda destacou: “O Veio da Havan é um exemplo didático e cristalino desse perfil que queremos combater, e dai o nome do projeto. Ele foi citado na delação de Mauro Cid como um dos empresários que pediram para Bolsonaro “virar a mesa” após a vitória de Lula nas eleições de 2022, além de estar sendo investigado por participar de um grupo golpista no Whatsapp. Suas lojas também foram pontos de concentração de golpistas. Isso é inaceitável”, afirmou.

 

Confira vídeo divulgado por Boulos sobre o projeto:

 

Luciano Hang rebateu as acusações e classificou a proposta como absurda. “A proposta intitulada ‘Véio da Havan’ é infundada e carregada de acusações graves e falsas. Jamais atentei contra o Estado de Direito”, afirmou. “Me causa espanto que alguém com essa mentalidade ocupe um cargo de deputado federal. Nunca participei e jamais participarei de licitação pública.”, completou o empresário.

Segundo a delação de Mauro Cid, Hang participou de uma reunião com outros empresários no dia 7 de novembro de 2022, poucos dias após a vitória de Lula no segundo turno. Na ocasião, eles teriam pressionado Bolsonaro a exigir do Ministério da Defesa um relatório mais contundente sobre supostas fraudes nas eleições, na esperança de reverter o resultado eleitoral.

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