Belo Horizonte, 3 de abril de 2025

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Enquanto Minas festeja o Carnaval com álcool, em outros lugares a situação é bem diferente

Em algumas partes do mundo, tomar uma cerveja pode levar a prisão, multas severas ou até punições extremas. Conheça os países e cidades onde o consumo é proibido

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Com o Carnaval chegando, a tradição brasileira de reunir amigos, curtir a folia e, claro, tomar aquela cervejinha ou um drink refrescante ganha ainda mais força. E em Minas Gerais, não poderia ser diferente. Conhecidos por serem “cachaceiros”, os mineiros intensificam o consumo de álcool nessa época do ano. Enquanto em Minas a cachaça está presente na celebração, em algumas nações, consumir bebidas alcoólicas pode resultar em punições severas, que vão de multas e prisões até a pena de morte.

A maioria desses países se baseiam no Corão. O livro sagrado do Islã condena o consumo de álcool, pois afirma que provoca intoxicação e torna o mal maior do que o bem. Por sinal, os muçulmanos mais radicais se negam até mesmo a encostar em garrafas de cerveja e vinho. Em alguns territórios, há restrições específicas para turistas e regras diferenciadas dependendo da região. Confira alguns exemplos de lugares onde tomar uma cerveja pode ser um problema, ou até um crime:

Ásia

  • Brunei: O álcool é estritamente proibido para cidadãos locais, enquanto estrangeiros podem portar até 2 litros de destilados ou 12 latas de cerveja, com licença especial da alfândega, e consumir apenas em locais privados.
  • Irã: O consumo de álcool é proibido para muçulmanos, com punições severas, incluindo castigos corporais e até pena de morte. Apenas estrangeiros não-muçulmanos podem consumir em cerimônias privadas.
  • Catar: Mesmo durante a Copa de 2022, a venda de álcool foi proibida nos arredores dos estádios, apesar do patrocínio de uma cervejaria. O consumo segue restrito a hotéis de luxo e clubes licenciados devido aos costumes islâmicos.
  • Lêmen: O álcool é ilegal para muçulmanos e altamente restrito para turistas. Poucas opções estão disponíveis apenas em hotéis, e o consumo público pode resultar em prisão.

Oriente Médio

  • Paquistão: O álcool é proibido para muçulmanos desde 1977. Turistas e minorias religiosas podem consumir em hotéis de luxo, mas precisam de licença especial. O mercado ilegal é extenso, mas perigoso, com casos de envenenamento por bebidas adulteradas.
  • Kuwait: A venda, importação e consumo de álcool são totalmente proibidos, exceto em eventos fechados de embaixadas estrangeiras. Quem for flagrado com bebidas pode ser preso, multado e, no caso de estrangeiros, deportado.


Nos EUA o álcool também é restrito

Metade das cidades do Mississippi ainda proíbe a venda, assim como 83 cidades do Alasca, que impõem regras rígidas, especialmente para comunidades indígenas. Na Flórida, Madison, Miami Beach, Jacksonville e Tampa mantêm restrições, principalmente em feriados religiosos e fins de semana. Além disso, regiões em estados como Texas, Arkansas, Alabama e Kentucky ainda possuem “condados secos”, onde o comércio de bebidas alcoólicas é ilegal. Porém, mesmo nesses locais, há exceções, como a permissão para venda e consumo em estádios e locais licenciados.

O outro lado do álcool: consumo excessivo e riscos

Se, por um lado, o álcool é parte de festas e celebrações, por outro, o consumo excessivo pode trazer sérias consequências para a saúde e a sociedade. O abuso de bebidas alcoólicas está ligado a acidentes de trânsito, violência, problemas de saúde mental e doenças crônicas, como cirrose e hipertensão.

No Brasil, campanhas de conscientização reforçam a importância do consumo responsável, especialmente em períodos de festas como o Carnaval. Afinal, beber pode ser um hábito social, mas deve vir acompanhado de moderação e responsabilidade.

E aí, o que você acha dessas diferenças culturais? Fala comigo!

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