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Toneladas de alimentos sendo jogadas fora enquanto milhões passam fome. Essa é a realidade exposta por vídeos e denúncias que mostram agricultores descartando produções inteiras de chuchu, tomate, mamão e outros produtos. Essas ações tem como justificativa forçar a alta dos preços nos mercados artificialmente.
Muitos têm compartilhado esses registros, expressando indignação, pois somos nós, os consumidores finais, que pagamos o preço depois. O que é desperdiçado na produção acaba sendo repassado para as nossas mesas, em forma de preços mais altos. E isso é difícil de aceitar, pois, enquanto a comida é tratada como mercadoria, quem realmente sente o impacto é quem já luta para colocar comida na mesa todos os dias.
Veja os flagrantes de desperdício:
A lógica do mercado é cruel. Se a oferta é maior que a demanda, os preços caem. Para evitar prejuízos, grandes produtores optam pelo desperdício, garantindo que os valores permaneçam altos. Esse método de controle da oferta, que ignora a necessidade de quem sofre com a insegurança alimentar, escancara uma contradição brutal. Não se trata de falta de alimentos, mas de uma escolha deliberada de não alimentar quem precisa.
A deputada Érika Hilton expressou sua revolta diante da situação, refletindo a indignação de muitos. Ela afirmou: “É comida sendo jogada fora num país em que 3 milhões de famílias vivem com a insegurança alimentar.” Ela também ressaltou sua indignação com o fato de que esses produtores, que recebem recursos públicos para produzir alimentos, estarem descartando o que foi cultivado por conta de “preços baixos”. A parlamentar criticou a utilização do dinheiro público, lembrando que no Plano Safra 2024/2025, o valor total de incentivos, subsídios e linhas de crédito especiais soma R$ 400 bilhões.
O que estamos presenciando é um reflexo puro do capitalismo, um sistema que prioriza o lucro acima da vida, que transforma a fome em oportunidade de mercado.