Ouça este conteúdo
A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) desacelerou para 0,11% em janeiro, segundo dados divulgados na sexta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar da expectativa do mercado de uma deflação de 0,02%, o índice ainda apresentou alta, com a pressão maior vinda dos alimentos.
Havia uma perspectiva de deflação devido ao alívio pontual nas contas de luz, resultado do desconto do bônus de Itaipu aplicado em janeiro. Mesmo com essa redução, os preços de itens alimentícios impediram um recuo no índice geral.
Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumula uma inflação de 4,50%, mostrando uma desaceleração em relação aos 4,71% registrados até dezembro. Este índice serve como uma prévia do IPCA, o principal indicador oficial da inflação no Brasil, utilizado pelo Banco Central para monitorar as metas inflacionárias.
Projeções para 2025 indicam desafios para manter a inflação sob controle
As estimativas do mercado para o IPCA ao final de 2025 indicam uma alta de 5,08%, de acordo com o boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Essa previsão, que subiu pela 14ª semana consecutiva, reflete a pressão da alta do dólar e o aquecimento da economia impulsionado por medidas fiscais.
O Banco Central tem como meta manter a inflação em 3% ao ano, com tolerância de 1,5% para mais ou para menos (entre 1,5% e 4,5%). Desde 2024, a instituição abandonou o modelo de meta anual (de janeiro a dezembro) e passou a avaliar o cumprimento da meta de forma contínua. Para não descumprir a meta, o IPCA não pode ficar fora do intervalo por mais de seis meses consecutivos.
A coleta de preços do IPCA, que será divulgada em 11 de fevereiro, reflete os preços levantados ao longo de janeiro. Já o IPCA-15, calculado com base nos preços coletados de 13 de dezembro a 14 de janeiro, antecipa tendências para o indicador oficial e aponta os principais focos de pressão inflacionária.