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Os preços do café encerraram a sexta-feira (07) com perdas moderadas, após três dias de alta. O movimento de especuladores e interesses de curto prazo pressionaram os contratos futuros, impactando as cotações nas bolsas internacionais. No entanto, os fundamentos do mercado permanecem estáveis, com estoques baixos e problemas climáticos afetando a produção global.
Segundo o Escritório Carvalhaes, os fatores climáticos também influenciam as flutuações nos preços. A previsão de chuvas no Brasil trouxe um alívio para as lavouras, enquanto no Vietnã, a perspectiva de chuva intensa também afetou o mercado de robusta. O país registrou um aumento de 6,6% nas exportações de café em fevereiro.
Os contratos de café robusta e arábica apresentaram quedas nos últimos dias. Para março/25, o robusta perdeu US$ 110, alcançando US$ 5.342/tonelada, e o vencimento de maio/25 caiu US$ 74, ficando em US$ 5.353/tonelada. Já os contratos de julho/25 e setembro/25 registraram perdas de US$ 68 e US$ 67, com preços de US$ 5.318/tonelada e US$ 5.252/tonelada, respectivamente.
O café arábica também sofreu quedas expressivas, com o contrato de março/25 perdendo 280 pontos, atingindo 390,20 cents/lbp. Para maio/25, a perda foi de 275 pontos, com cotação de 384,40 cents/lbp, enquanto os contratos de julho/25 e setembro/25 caíram 330 e 305 pontos, respectivamente, com valores de 374,25 cents/lbp e 364,90 cents/lbp.
O mercado interno brasileiro seguiu com pouca movimentação, com destaque para Poços de Caldas/MG, onde o Café Arábica Tipo 6 teve alta de 0,83%, e o Cereja Descascado subiu 3,89%.