Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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China impõe tarifa de 34% sobre todos os produtos dos EUA e amplia tensão comercial com Trump

Medida entra em vigor em abril, ampliando disputa entre as duas maiores potências econômicas do mundo

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A China reagiu com firmeza às novas tarifas anunciadas por Donald Trump e impôs, nesta quinta-feira (4), uma tarifa de 34% sobre todas as importações dos Estados Unidos. A medida entra em vigor no dia 10 de abril e é uma resposta direta às chamadas tarifas recíprocas implementadas pelo governo norte-americano, que elevam as taxas sobre quase todos os produtos chineses para, no mínimo, 54%. A decisão de Pequim marca um novo capítulo na escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

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Além do aumento tarifário, o governo chinês adotou outras medidas, incluindo o controle de exportações de terras raras — minerais essenciais para a fabricação de eletrônicos e equipamentos de alta tecnologia. As autoridades chinesas afirmaram que a resposta foi “deliberada e proporcional”, buscando atingir interesses norte-americanos sem configurar uma reação exagerada. As consequências imediatas foram sentidas nos mercados globais: ações europeias e futuros dos índices americanos recuaram, fazendo com que os contratos do S&P 500 caíssem 2,2% às 6h40 em Nova York. Os preços de commodities como soja, milho e trigo também despencaram.

Essa nova rodada de tarifas acontece em meio a um clima de forte tensão diplomática. Trump, que ainda não conversou com o presidente chinês desde que reassumiu a presidência, voltou a citar o papel da China no fluxo de fentanil como justificativa para os aumentos anteriores de tarifas. No entanto, especialistas destacam que o real objetivo da política tarifária é pressionar economicamente Pequim e proteger o setor industrial americano — o que tem gerado reações cada vez mais duras da China.

Até então, o desequilíbrio nas tarifas era evidente: enquanto os EUA cobravam em média 32,8% sobre produtos chineses, a tarifa média chinesa sobre itens americanos era de 17,8%. Agora, com a nova medida, a China empata o jogo e acirra ainda mais o confronto comercial. Em 2024, as importações chinesas de produtos norte-americanos somaram quase US$ 164 bilhões, o menor valor em quatro anos, o que evidencia o impacto crescente das barreiras entre os países.

Enquanto isso, China, Japão e Coreia do Sul seguem avançando em uma aliança comercial estratégica para contornar as pressões dos EUA. Os três países asiáticos negociam medidas de cooperação regional, incluindo a criação de uma área de livre comércio e a retomada das exportações de chips avançados. Essa aliança pode reduzir ainda mais a influência dos Estados Unidos no comércio asiático e abrir um novo caminho para o fortalecimento dos mercados internos da região.

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