Ouça este conteúdo
As principais bolsas de valores mundiais registram desempenhos contrastantes no início de 2025. Enquanto os mercados da Europa e de países emergentes apresentam alta, os índices acionários dos Estados Unidos e da Argentina enfrentam quedas acentuadas.
O S&P Merval, principal índice da bolsa argentina, acumulou uma queda de 14,74% até a última quinta-feira (13). Nos EUA, os mercados também registraram perdas expressivas: Nasdaq caiu 10,40%, S&P 500 recuou 6,12% e o Dow Jones teve uma desvalorização de 4,07%. Em contrapartida, o Euro Stoxx 50 subiu 31,36%, enquanto o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, avançou 11,26% no mesmo período.
De acordo com um estudo da Elos Ayta Consultoria, os mercados acionários dos EUA perderam mais de US$ 4 trilhões em valor de mercado desde a posse do presidente Donald Trump. O pessimismo reflete as incertezas em relação à política fiscal e monetária do governo, além das pressões inflacionárias persistentes.
A política tarifária adotada por Trump está elevando os preços de importação, aumentando os custos para empresas e consumidores. Esse cenário gera preocupações sobre a inflação e os juros, levando a especulações de que o Federal Reserve possa demorar a reduzir as taxas ou até elevar os custos do crédito, o que pode desacelerar o consumo e os investimentos.
Na Argentina, a queda do mercado acionário reflete a política econômica adotada pelo presidente Javier Milei. O governo vem implementando medidas agressivas para controlar a inflação e equilibrar as contas públicas, impactando a confiança dos investidores. Enquanto isso, na Europa, a estabilidade política e os estímulos econômicos impulsionam as bolsas, resultando em um crescimento expressivo dos índices da região. Nos países emergentes, o avanço se dá pela expectativa de investimentos e pelo desempenho positivo de setores estratégicos.