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O governador Romeu Zema (Novo) se manifestou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa impedir a instalação de pedágios na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo ele, a medida pode prejudicar o desenvolvimento da região e travar investimentos em infraestrutura.
A PEC, apresentada na quarta-feira (19) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pela deputada Bella Gonçalves (PSOL), conta com o apoio de 32 dos 77 deputados estaduais. A proposta surge em meio à insatisfação popular após o governo estadual publicar o edital de concessão de rodovias que cortam a Grande BH. O plano prevê a instalação de 13 praças de pedágio em trechos das rodovias MG-010, MG-424 e LMG-800, que ligam Belo Horizonte a 12 municípios, incluindo Confins, Lagoa Santa, Sete Lagoas e Santa Luzia. Seis dessas praças estarão entre a capital e o Aeroporto de Confins.
Na manhã desta quinta-feira (20), durante a posse da nova diretoria da Granbel (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte), Zema criticou a iniciativa, classificando-a como “fossilizante” e comparando-a a outras normas que, em sua visão, impedem o avanço econômico. Ele citou, como exemplo, a legislação que proíbe o corte de pequizeiros saudáveis, afirmando que ela inviabiliza investimentos em irrigação e geração de empregos no setor agrícola.
“Se você tem um pequi no meio de uma propriedade, aquele pequi que não pode ser cortado ou substituído, inviabiliza a instalação de um pivô central, que vai produzir mais, gerar empregos. É uma lei fossilizante”, declarou o governador.
Zema também argumentou que a ausência de pedágios pode resultar em congestionamentos cada vez mais intensos, dificultando o deslocamento da população e limitando melhorias na malha viária. “Daqui a pouco a gente vai falar que a Região Metropolitana não tem pedágio, mas vai ficar cada vez mais congestionada. Só vai poder ter um transporte bom quem conseguir comprar um helicóptero”, ironizou.