Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Rompimento no Parque Lagoa do Nado foi causado por erro humano

Gestão municipal descuidou de medidas essenciais, deixando a população e o meio ambiente à mercê da negligência

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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) confirmou, nesta quinta-feira (13 de março), que o rompimento da barragem de contenção de água do Parque Lagoa do Nado, no bairro Itapoã, na região da Pampulha, em novembro de 2024, foi resultado de uma falha humana. A estrutura, projetada para armazenar 60 milhões de litros de água, entrou em colapso durante uma forte chuva, expondo erros operacionais graves que resultaram no transbordamento da água para a avenida Pedro I. O incidente não apenas causou grandes transtornos para a população, mas também evidenciou a falta de fiscalização e planejamento adequado por parte da gestão municipal.

Segundo a Secretaria de Obras e Infraestrutura da PBH, não foram identificadas falhas estruturais na barragem que pudessem ter contribuído para o rompimento. De acordo com a sindicância conduzida pela prefeitura, a causa foi a obstrução parcial da galeria do vertedouro por três anteparos de madeira, conhecidos como stop log. “Esses dispositivos foram removidos durante o período de chuvas para rebaixar o nível do reservatório, mas foram indevidamente recolocados posteriormente”, explicou a PBH em nota oficial.

Obras de recuperação e licitação atrasada

A Secretaria de Obras informou que está executando intervenções de limpeza, instalação de barreiras de sedimentos, recomposição dos taludes e implantação de um novo canal de drenagem na área afetada. No entanto, a previsão para a conclusão dessas medidas foi apenas mencionada como “nos próximos meses”, sem um prazo concreto.

Enquanto isso, a população continua a lidar com os impactos ambientais e estruturais causados pelo desastre e os preparativos para a licitação da obra de reconstrução do barramento seguem sem avanços significativos. Segundo a PBH, a contratação está prevista para o segundo semestre de 2025, com início das obras apenas após a conclusão do processo licitatório. O cronograma vago preocupa a comunidade local, que teme mais adiamentos.

Críticas e impactos ambientais

O vereador Wagner Ferreira (PV), membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de BH, lamentou o desastre e ressaltou os impactos ambientais. “A situação aqui é muito crítica e, ao mesmo tempo, muito triste. O impacto ambiental foi irrecuperável. A fauna e a flora foram atingidas, principalmente com a morte de muitos animais. Além disso, a população não tem condições de utilizar o parque como atalho para transitar entre os bairros Planalto e Itapoã”, afirmou o parlamentar.

Diante da demora da PBH, Wagner afirmou que a Câmara irá cobrar celeridade no processo de recomposição da barragem. “Vamos colocar o Parque Lagoa do Nado como uma das prioridades na prefeitura, fazendo a nossa pressão legítima. Se isso não acontecer, vamos voltar a fazer audiência pública, fiscalizar o parque e mobilizar a comunidade para que a situação seja resolvida o quanto antes. Até porque o rompimento foi um erro da PBH, o que acresce uma responsabilidade ainda maior ao órgão”, pontuou o vereador.

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