Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Erro médico de amiga de infância deixa engenheira em coma em BH

Família denuncia o uso impróprio de anestésico, que causou a parada cardiorrespiratória e deixou Letícia em coma

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A engenheira de produção Letícia de Sousa Patrus Pena, de 31 anos, está internada em coma no Hospital Mater Dei Contorno, em Belo Horizonte, após uma parada cardiorrespiratória causada por um suposto erro médico. A família de Letícia acusa a médica anestesista Natália Peixoto de Azevedo Kalil, amiga de infância da paciente, de aplicar de forma inadequada uma medicação em duas ocasiões, levando à grave complicação de saúde.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Conselho Regional de Medicina (CRM) estão investigando a denúncia feita pela mãe de Letícia, Flávia Bicalho de Sousa, de 55 anos, que relatou que a médica administrou injeções contendo o anestésico cloridrato de ropivacaína para aliviar as dores nas costas de Letícia. Os procedimentos foram realizados na casa da médica, em Nova Lima, na Grande BH. Flávia relatou que, em 25 de agosto de 2024, a filha teve uma queda de pressão logo após a primeira aplicação, mas conseguiu se recuperar. No entanto, em 20 de setembro do mesmo ano, Letícia sofreu uma parada cardiorrespiratória após uma segunda aplicação da mesma medicação.

“Protocolamos no MPMG, em dezembro do ano passado, por meio de advogado, queixa-crime para que se apure a suposta prática de tentativa de homicídio com dolo eventual, já que Natália sabia que minha filha poderia ter uma parada cardiorrespiratória e até morrer, mas mesmo assim assumiu para esse risco”, declarou Flávia. Ela também pediu a cassação do registro profissional da médica junto ao CRM.

De acordo com a mãe de Letícia, a família não foi informada sobre as duas visitas à casa da médica para a aplicação das injeções, e, em ambas, a medicação foi administrada em um ambiente residencial, o que contraria as orientações do fabricante. O cloridrato de ropivacaína é um anestésico de uso restrito, que deve ser administrado sob supervisão médica em condições adequadas para emergências.

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