Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Operação em clínicas de estética em BH revela graves irregularidades

Fiscalização encontra anestésico vencido, microagulhamento com sangue e produtos proibidos, colocando clientes em risco

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Uma operação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou uma série de irregularidades em clínicas de estética em Belo Horizonte e outras sete cidades do país. Entre os problemas identificados, estão o uso de anestésicos vencidos, materiais sem registro e a reutilização de instrumentos com resíduos de sangue.

A ação, chamada de Estética Segura, começou na terça-feira (11) e já resultou na interdição de duas clínicas, uma em Goiânia e outra na capital mineira. No estabelecimento interditado em BH, fiscais encontraram anestésicos fora da validade e sem identificação da data de fabricação, além de fios e cânulas usados em procedimentos invasivos sem registro na Anvisa. Também foram flagrados equipamentos de microagulhamento sendo reutilizados indevidamente, com vestígios de sangue.

A operação abrangeu clínicas em Brasília (DF), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Osasco (SP), Barueri (SP), Anápolis (GO) e Porto Alegre (RS). A Anvisa informou que, no primeiro dia de fiscalização, todas as 19 clínicas vistoriadas apresentavam algum tipo de irregularidade.

Entre os principais problemas identificados estão o uso de produtos sem registro para comercialização no Brasil, medicamentos manipulados em larga escala por farmácias – o que não é permitido –, equipamentos descalibrados e reutilização inadequada de materiais. Além disso, algumas unidades realizavam procedimentos invasivos sem autorização e sem a presença de um profissional de saúde qualificado. Nos casos em que houver indícios de exercício irregular da profissão, os conselhos profissionais serão acionados.

As clínicas autuadas responderão a processos administrativos e podem sofrer penalidades que variam de advertências e multas até o cancelamento da autorização e licença de funcionamento, conforme previsto na Lei 6.437/1977.

A Anvisa reforçou que a operação visa garantir mais segurança para os clientes e evitar riscos à saúde causados pelo uso de produtos irregulares e práticas inadequadas nos procedimentos estéticos.

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