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Dois adolescentes, de 16 anos, foram apreendidos após detonarem uma bomba na Escola Estadual Augusto de Lima, localizada no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O incidente aconteceu durante o intervalo, gerando uma grande quantidade de fumaça no corredor da instituição. A Polícia Militar (PM) foi acionada pela vice-diretora, que ouviu o estouro característico de um explosivo e percebeu o cheiro de fumaça.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento exato em que um dos estudantes deixa o artefato explosivo no corredor e foge rapidamente. A explosão, captada pelas câmeras, causou faíscas e uma densa nuvem de fumaça no ambiente escolar. Quando a PM chegou ao local, os dois menores já estavam na sala da diretoria, onde os pais foram chamados.
De acordo com o boletim de ocorrência, um dos adolescentes confessou ter levado a bomba para a escola, afirmando que a utilizaria em um jogo de futebol. Ele revelou que comprou o artefato no Centro de Belo Horizonte, nas proximidades do Mercado Central. O outro estudante, por sua vez, disse que foi chamado por colegas enquanto estava no refeitório, sendo desafiado a lançar o explosivo. Segundo ele, a decisão de acender o pavio e jogar a bomba foi influenciada por seus amigos.
Durante a revista, a polícia encontrou itens preocupantes nas mochilas dos adolescentes: uma faca, um soco inglês, um isqueiro e um objeto pontiagudo semelhante a um tridente, no caso do estudante que comprou o explosivo. Os pais dos menores, ao serem questionados, afirmaram não ter conhecimento do acesso dos filhos a materiais perigosos.
A mãe de um dos adolescentes que participou do ato afirmou que seu filho possui diagnóstico de autismo leve e, segundo ela, busca frequentemente pertencimento social, sendo vulnerável à influência de outros colegas.
Após o ocorrido, os dois menores foram levados para a delegacia de menores. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) divulgou uma nota informando que não houve feridos, que o patrimônio escolar não foi danificado e que as aulas continuam normalmente na instituição.