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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que não tem intenção de deixar o Brasil, mesmo diante das adversidades legais que enfrenta. Em um momento de reflexão, o ex-chefe do Executivo se declarou disposto a enfrentar as consequências de suas ações, rejeitando qualquer possibilidade de fuga. A declaração veio em resposta aos comentários feitos por ele mesmo três dias antes à rádio Auri-Verde Brasil, onde indicou a possibilidade de deixar o país, mesmo com o passaporte retido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu vou para a cadeia, eu não vou fugir do Brasil. Eu poderia ter ficado lá quando eu fui para os Estados Unidos. Quando eu fui para a posse do (Javier) Milei, eu poderia ter ficado, mas vim para cá, sabendo de todos os riscos que estou correndo”, disse Bolsonaro.
O passaporte de Bolsonaro foi retido desde fevereiro de 2023, quando ele se tornou alvo da Operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal. A investigação apura possíveis tentativas de golpe de Estado após as eleições de 2022. A medida, determinada por Moraes, visa impedir que o ex-presidente deixe o país e fuja de eventuais processos judiciais.
Além disso, Bolsonaro expressou seu desapontamento por não ter conseguido comparecer à cerimônia de posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando que a negativa do Supremo para a liberação de seu passaporte foi uma ação do governo brasileiro, influenciado pelo STF. “Lamentavelmente, eu não pude ir. Fiquei muito triste, queria acompanhar minha esposa”, disse.
Em uma entrevista mais recente à rádio Auri-Verde Brasil, Bolsonaro afirmou sentir como se a Polícia Federal estivesse constantemente em sua porta, referindo-se à pressão constante que diz sofrer. “Como é que você acha que eu acordo todo dia? Com a sensação da PF na porta.” Mesmo com as acusações contra ele, o ex-presidente segue afirmando que seu desejo é continuar contribuindo com o país.