Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Mulher tem complicações graves após procedimento estético no bumbum

A busca pela estética perfeita levou a sérias complicações. Após pagar R$ 1,6 mil por harmonização , costureira enfrenta efeitos adversos

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Uma costureira que pagou R$ 1,6 mil por um procedimento estético de harmonização no bumbum no bairro Colina de Laranjeiras, na Serra, município do Espírito Santo, enfrenta complicações sérias. O que parecia ser uma oportunidade de transformação se tornou uma experiência dolorosa, com manchas vermelhas e nódulos surgindo no corpo dela. Além disso, a paciente precisou colocar drenos no bumbum e, desde novembro do ano passado, não conseguiu voltar ao trabalho.

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De acordo com a mulher, ela confiou no profissional da clínica e pagou o valor à vista, sem solicitar recibo ou contrato formal. “Nunca pensei que fosse passar o que estou passando. Foi um baque muito grande na minha vida. Eu confiei na profissional, por isso paguei à vista, não pedi recibo e nem contrato do que foi feito em mim. Ela disse que iria devolver meu dinheiro, mas até agora não me deu nenhuma assistência”, desabafou.

Em casos como o de complicações após procedimentos estéticos, é fundamental que o paciente exija sempre um contrato formal, recibo e um termo de consentimento detalhado, que inclua informações claras sobre os riscos e os danos que podem ocorrer. O advogado Petronio Zambrotti destaca que, mesmo sendo paciente-modelo, a mulher tem os mesmos direitos de qualquer consumidor, incluindo a possibilidade de buscar reparação judicial. Ele esclareceu também que quando o profissional não oferece assistência adequada após complicações, o paciente pode acionar a Justiça e reivindicar indenização por danos materiais, morais, estéticos e até mesmo pelos dias em que precisou se afastar do trabalho.

Como garantir a segurança no procedimento estético

O biomédico e professor universitário Gustavo Carlete oferece orientações sobre como verificar a procedência dos produtos utilizados em procedimentos estéticos. Ele explica que o paciente tem o direito de fotografar o que está sendo aplicado e deve sempre verificar se o produto está lacrado e possui registros da Anvisa e do Inmetro. Esses selos garantem que o produto é seguro, padronizado e testado para evitar reações adversas. Além disso, é essencial confirmar se o profissional tem habilitação e formação adequadas para realizar o procedimento.

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