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O Hospital Mater Dei Contorno irá transferir o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), para a unidade Santo Agostinho, onde ele fará exames específicos. Internado desde 3 de janeiro devido a um quadro de pneumonia, ele segue em reabilitação, mantendo o processo de retirada da ventilação mecânica e adaptado à traqueostomia. Segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (17), Fuad não necessita de assistência ventilatória suplementar e continua seu programa de fisioterapia motora e respiratória.
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Além disso, o prefeito apresentou um novo atestado médico, prorrogando sua licença por mais quinze dias, até 31 de março. No documento, o médico Enaldo Melo de Lima reafirma que Fuad Noman trata um linfoma não-Hodgkin (LNH), mas sem sinais de atividade da doença. No entanto, ele ainda não tem condições de retomar suas funções à frente da prefeitura, mantendo o vice-prefeito, Álvaro Damião, na condução dos trabalhos administrativos.
Atualizações menos frequentes geram críticas
A prefeitura reduziu a frequência das atualizações sobre a saúde do prefeito. Inicialmente diárias, as divulgações passaram para duas vezes por semana e, desde a última semana, são feitas apenas às segundas-feiras. Essa mudança gerou críticas, especialmente entre vereadores que cobram maior transparência sobre a real condição do chefe do Executivo municipal. A falta de informações concretas também inquieta a população, que segue sem esclarecimentos sobre o futuro da gestão. A vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo) afirmou que os parlamentares não têm informações claras sobre a situação de Fuad, o que reforça a necessidade de um posicionamento oficial mais detalhado para garantir a estabilidade administrativa da cidade.
Antes dela, o presidente da Câmara Municipal, Juliano Lopes (Podemos), já havia solicitado que a prefeitura desse mais detalhes sobre o afastamento prolongado do prefeito. A incerteza sobre a saúde de Fuad levanta questionamentos sobre a estabilidade da gestão municipal e a necessidade de definir, com clareza, como ficará a administração da cidade caso a ausência do prefeito se prolongue ainda mais.